Diretrizes de Uso
Para que o sistema serve, o que não fazer com ele, e o que cabe a quem o hospeda.
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Os Termos de Uso dizem o que é proibido. Estas diretrizes dizem o que funciona bem — como tirar proveito do sistema, o que evitar, e o que cabe a quem o hospeda para outras pessoas.
1. Para que o sistema serve
Para as finanças de uma pessoa, ou de uma casa que decide junto. O desenho inteiro parte disso: uma conta, um conjunto de categorias, um painel que responde “sobrou ou faltou dinheiro este mês”.
Ele não foi feito para:
- Contabilidade de empresa. Não há plano de contas, centro de custo, conciliação, nota fiscal nem regime de competência.
- Gestão de dinheiro de terceiros. Se você administra as finanças de outra pessoa, veja a seção 3.
- Registro contábil oficial. Os relatórios servem para você entender seus gastos, não para apresentar a um órgão.
2. Como tirar proveito
- Registre no dia. O sistema tem atalho de registro em toda tela e a tela de lançamento esconde a navegação de propósito — a tarefa foi desenhada para ser feita de pé, no caixa, com uma mão só. Lançamento acumulado vira dívida que ninguém paga.
- Comece pelas categorias que já vêm prontas. Elas cobrem o gasto de quase todo mundo. Criar vinte categorias no primeiro dia costuma terminar em vinte categorias vazias.
- Cadastre suas contas antes dos lançamentos. O saldo nunca é digitado, é sempre calculado a partir do saldo de abertura mais o fluxo — então acertar a abertura é o que faz o número bater com o extrato.
- Compra no cartão é despesa no dia da compra, e o pagamento da fatura não é uma despesa nova. Registrar dos dois jeitos conta o mesmo gasto duas vezes.
- Defina orçamento só onde você quer mudar. Limite em toda categoria vira ruído; limite em duas ou três vira aviso que se escuta.
- Confira contra o extrato do banco antes de tomar decisão grande. O sistema soma o que você digitou — se faltou digitar, falta no total.
- Baixe o backup de vez em quando. É um clique em Ajustes, e é a única coisa que protege seu histórico de um disco queimado.
3. Dados de outras pessoas
Se você registra aqui os gastos de outra pessoa — um filho, um pai idoso, alguém de quem você cuida —, saiba que esses dados passam a estar sob a responsabilidade de quem hospeda esta instalação, e que essa pessoa tem direitos sobre eles.
- Só registre com o conhecimento de quem os dados descrevem, quando isso for possível.
- Não registre dado de terceiro que você obteve por acesso profissional — cliente, paciente, aluno. Este não é um sistema com o preparo para isso.
- Não use campos de descrição para anotar informação sobre saúde, religião, opinião política ou origem de alguém. São dados sensíveis na LGPD, com proteção específica, e o sistema não foi construído para tratá-los.
4. O que não fazer com o sistema
- Tentar entrar em conta que não é sua, ou contornar a autenticação.
- Automatizar requisições em volume que degrade o serviço para os outros, ou tentar derrubar o servidor.
- Usar o sistema para organizar atividade ilícita, ou para dissimular a origem de dinheiro.
- Enviar arquivo de restauração adulterado com a intenção de quebrar o sistema.
- Revender o acesso a esta instalação sem acordo com quem a hospeda.
5. Diretrizes para quem hospeda
Se você subiu esta instalação para outras pessoas usarem, você é o controlador dos dados delas na linguagem da LGPD. Isso vem com obrigações concretas:
- Preencha
OPERADOR_NOMEeOPERADOR_EMAIL. Sem isso, os documentos deste sistema não têm como dizer a quem as pessoas devem recorrer — e a Política de Privacidade exibe um aviso dizendo exatamente isso. - Gere uma
AUTH_SECRETprópria, longa e aleatória. Deixar a do exemplo permite a qualquer um forjar uma sessão de qualquer usuário. - Ponha HTTPS na frente. Sem ele, senha e dados financeiros atravessam a rede legíveis. Além disso, o aplicativo instalável só funciona em conexão segura.
- Aponte o banco para um disco que persiste. Em plataforma sem disco fixo, o arquivo some a cada reinício e leva os dados junto.
- Faça cópia do arquivo do banco por fora, e teste a restauração antes de precisar dela.
- Restrinja quem acessa o servidor. Os valores financeiros ficam legíveis no arquivo; quem entra na máquina lê o extrato de todo mundo.
- Atenda pedidos de exclusão. Enquanto não houver botão na interface, é você quem apaga o registro do usuário — o banco cuida do resto em cascata.
- Mantenha as dependências atualizadas e revise a Política de Segurança para saber o que o sistema não faz por você.
6. Quando estas diretrizes não são seguidas
Quem opera a instalação pode suspender uma conta que esteja atacando o sistema ou usando-o para atividade ilícita. Para os demais casos, a resposta esperada é conversa: quase todo desvio aqui é desconhecimento, não má-fé.